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- És sempre assim tão sossegado, Chiquinho?- perguntou o senhor Raimundo.- Não! É que a minha mãe prometeu-me dar um chocolate, se eu não dissesse nada da sua careca.
A falta que você me faz - 06Fev2012 10:05:48
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/19604/
Resina - 06Fev2012 10:05:48
Esperamos sentir-nos mais jovens e mais velhos do que somos.
Ninguém tem graça, ninguém tem tempo, ou argumentos,
talvez tenhamos de cobrir as cicatrizes, talvez por isso.
Ao sol, tento esquecer-me como pensar, reorganizar-me entre as portas e janelas.
A meu favor, nada fazia som naquela noite que me feriu,
todo o ar estava vazio, as árvores só raízes,
porque tudo desaparece e nada nunca acontece aqui.
Aconteceu. As coisas más nunca são belas. As marcas nunca apagadas. Cada vez mais ténues, cada vez mais perto do fim.
Inverto e encontro a organização na corrente de ar onde a paranóia me condiciona o raciocínio.
As árvores golpeadas vão ganhando autonomamente ramagem e o ar pesado leva-me a acreditar que a trovoada as vai tentar destruir.
As mesmas armas num quadro aterrador e belo.
(ninguém tem tempo)
Indefeso, encerro-me e amparo-me na graça de tal nunca vir a acontecer.
a_guiar
bangbig.blogspot.com
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/19217/
o desenho do Zero - 06Fev2012 10:05:48
Mais em nada penso que em nada, vanguarda mais além florescente.
Cai dormente, de ontem, pasmada, nas lajes ideias a nascente.
Mais do que dias e horas se ignoram, luzeiro de paz podre e odor.
De velhice, caem ou choram
zero de mil e de cor.
Tentativas não mais do que hoje que amorteçam à luz do tremor.
Abalam, não caem se fogem, de ser sem proveito da noite e na dor.
Harmonia de traço e sentido, nenhuma não mais do que outro.
De todos prefiro o vazio, sem nada, a poente o encontro.
Sem sentidos ainda apurados
poente de aromas que nascem nas fendas que o abalo afastou.
Novatos na paz sofrimento, pedra dura, sem amparo, o zero que quebra e desocupa o nada,
e um velho jardim a nascer.
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/19140/
menos 5 Minutos - 06Fev2012 10:05:48
Cheguei desnecessariamente, confuso, como planeado.
Minutos antes, de costas voltadas a esta realidade, leio o jornal que já perdi abrindo como nunca pelo início.
A distância ao epílogo vai aumentando e as letras parecem não querer encaixar no dicionário.
Respondo-te de forma impulsiva e preparada, sei que ainda não te ouvi.(Talvez venha a fazer sentido)
Acordo e adormeço e volto a despertar. Penso nessa língua estranha que o meu cérebro parece entender.
Apercebo-me então, ou agora, que nem sempre início e fim se não confundem. Que o recíproco nem sempre é o oposto do original.
Talvez a introdução me exigisse, ou o jornal que nunca deixou de ser lido ao contrário, a pergunta que continua por escutar, o sonho que já tive e quis apagar.
Encontrei-te numas dessas estações, num desses passados onde me perguntas, olhando ao infinito, pelo fado. Quiçá necessite refazer a viagem, alterar a resposta ou expatriar-me.
Tal e qual amanhã, sem regra nem tempo, te descubro ou invento. Te invento nas regras do tempo, como agora, e te invado p'ra sempre o olhar.
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/19138/
Antes que o tempo se desfaça.... - 06Fev2012 10:05:48
Antes que o tempo se desfaça
E solte o ultimo beijo
Vou navegar no meu barco.
Sentir o vento,
Despentear os pensamentos
E segredar-lhe o que penso.
Agito as rotas da loucura
E aceito o mar como água morna.
Abro as pálpebras
E retenho na íris
Todas as ondas como promessa sentida.
Confesso o amor,
Mas prefiro antes as velas da estrutura,
Onde me descubro.
Mato a sede no rio dos meus passos
E penso as memórias,
Como perfeição de segredo.
Antes que o tempo se desfaça,
Deito-me no porto
E abrigo-me na nuvem que me guarda como beijo.
Eduarda
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18858/
Depois...talvez pense! - 06Fev2012 10:05:48
Perscruto todas as palavras
mas todas me parecem iguais.
Li todos os filósofos, todos os poetas,
mas todos me parecem ausentes.
Coloco a metafísica no bolso,
mas tudo me parece alheio
ilogicamente ausente.
O céu torna-se de um baço edificante
e as árvores recolhem ao seu silêncio suposto.
Há em mim uma loucura desmedida,
um infindável de concretizações que nunca se cumprirão.
Sento-me na cadeira e tento simplificar o racional,
deitada num qualquer recanto geométrico,
tão mesquinhamente abjecto.
Depois evadir-me como se não houvesse noite,
e deitar a poesia na berma da pena carcomida.
depois talvez pense nas palavras iguais.
Eduarda
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18851/
Talvez seja um sonho... - 06Fev2012 10:05:48
sou um simples sono de vida que tenho e ignoro onde vivo.
tive outras vidas e um só sonho.
na que vivo agora sou cor de mar e fujo da alma que tive
e das dores onde estou.
talvez as veja e as sinta, como vento do que ontem fui
e que enrolo hoje na rede da razão.
e já vi tantos sonhos e tantas dores,
que tenho a impressão que sou sono de tela
ou lama lacre do vento que me roça os dedos.
será inútil a mudança da cor, do que já não há
em tanto que supus, como coisa de sonho que tinha dentro
e já não sinto como sono.
quando acordar pergunto-me se sonhei real
ou apenas ébria no assombro lúcido do sono que sou enquanto sonho.
Eduarda
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18822/
Por mais um pouco... - 06Fev2012 10:05:48
por mais um pouco
seria o mais
ou talvez o mais nada.
como um golpe
o tudo se transformou
e a asa se quebrou
a leve brisa
que o tudo leva
sem retorno do pouco
que foi mais além.
tentei nascer o mais
mas o nada se aprumou
rude golpe
que foi mais aquém
e eu fiquei menos aqui
com o pouco que voou
mais o vento forte que soprou.
tomara que o pouco
fosse o mais além
sem o aquém que se partiu
no meu mais
a voar o pouco
que é o nada aqui.
Eduarda
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18818/
Todos os dias nasce o sol... - 06Fev2012 10:05:48
nasce o sol e passo pela
superfície da árvore
que tem no tronco o anseio do sonho.
talvez seja o meu destino
a falar nos ruídos das folhas,
ou talvez seja o mundo
que me passa como teia.
todos os dias nasce o sol
e passo-lhe rente
como quem tem um só chão como dia inútil.
irei por aí procurar no rumo da luz
a vertigem da noite,
que é frio de sono quando atiro ao ar
a realidade da nuvem cinzenta.
Eduarda
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18787/
LUXURIA - 06Fev2012 10:05:48
LUXÚRIA

Luxo
Lixo
Prazer desmedido
Pecado...
Capital...Mortal
Ser sensual
Sem medida
Sem limite
Hedonismo
Sono e sonhos
Satisfação do corpo
Toque sem retoque
Sem calor
Sem amor
Não pensar
Não refletir
Só sentir
(Vera Helena)
Vitória/Es - Em 17/07/2010 -
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18743/
Um conto que é romance - 06Fev2012 10:05:48
Vou escrever algo:
Quando quero escrever um conto sai um poema, quando quero um poema sai um pensamento, quando quero um pensamento sai uma palavra
e as silabas são sempre todas, á letra. Por isso vou escrever um romance, uma história de desamores de amores no singular . Esta história ao contrário das histórias verdadeiras é mais verdadeira ainda, porque os personagens eram mesmo um só.
Não era uma vez...penso que foram vezes uma muitas vezes (Voltem atrás e leiam direito)
e para que não me passem uma rasteira nesta história ...foram vezes uma muitas vezes.
Uma dessas vezes, quando era pequenino (ainda o sou, só que agora excito-me com coisas tipo parênteses fecham parênteses, ao quadrado)
Quando falam, falam sempre do passado, recordam-se histórias, sempre saudosistas como se a saudade não fosse dor, sim saudade é o que não é.
Falo do futuro para dizer.: no futuro quero esse passado.
Ele era o mario, sem acento (que isto dos correctores já não são como antigamente), ela era a maria, simplesmente. Simplesmente maria.
Os dois juntos em cima um do outro davam meio. Meio que foi o seu viver na venda de brinquedos, dos tempos em que os brinquedos falavam.
Meio de vida para disfarçar as desgraças que são mesmo a anti-tese de todas as graças. A sua graça era mario a sua desgraça era maria,
como diz o provérbio, era versa vice.
E os dois juntos, um em cima do outro, em qualquer posição, mesmo que na cama sutra, davam meio. Viviam da venda de tráfico de brinquedos.
Eram heróis malditos porque o amor que os unia ( como se amor pudesse ser outra coisa) não lhes dava réstia para verem que no mundo ao lado
do seu universo viviam seres traquinas e galáticos, as crianças. E eu era galáctico como ainda o sou, traquino.
Lembro-me que tinham forte concorrência, porque o Barbosa mesmo sem estar em cima de ninguém e isento de cama-sutras, era grande, aliás
(perdoem-se esta expressão complicada e os parênteses da minha invocação sempre a fecharem-se sobre nós mesmos). Nós mesmos, pleonasmo
absoluto porque nós somos sempre os mesmos, nunca outros nós. Como estava a dizer o Barbosa era grande, isto é, era maior do que si mesmo, e
como se não bastasse essa concorrência ao mario e à maria, também vendia brinquedos. Só que o Barbosa, como era enorme e tinha um coração maior
que o mario e a maria, que eram pequenos, conseguia a proeza de vender brinquedos a si mesmo. Ora, em boa hora vos conto neste romance, que o mario tinha um coração maior do que o seu minúsculo quintal, onde fanava-mos a fruta do nosso contentamento, em linguagem antiga e salazarenta o mata-fome, mesmo com verde fruta, porque há fruta verde que é madura (perguntem ao Adão ou á Eva). Agora vou escrever aquele bocadinho que se inventa roubando á imaginação, a maior das verdades.
O Barbosa que era gigante, não sei porquê, zangou-se com a maria por causa de um olhar atrevido de gigante que lançou ao mario ... e porquê?
Ora a história dos ciúmes não é para aqui chamada porque o Barbosa tinha um coração pequeno, mas bem maior que o quintal minúsculo do mario e da maria, tal era o tamanho da desporpoção da grandeza das suas ideias bem maiores que o seu corpo ciclopado. O Barbosa era maior do que o mais pequeno dos mundos.
Como naquela altura a concorrência apertava porque ninguém fazia compras, ambos, Barbosa e mario e maria tinham um problema, os catraios assaltavam-lhes os quintais para lhes roubar a fruta verde, esgotada na fome. E um dia tipo era uma vez...
O mario, que era o homem da causa sem u, mandado pela sua minhota esposa (interrompi o conto para escrever no msn: acabei de jantar e o aperitivo é um conto ..envio-te depois)...
Como já tinha uma expressão estudada para este conto que é um romance), escrevo:
Ah onde é que eu ía. E há quem diga, não é onde, é aonde.
Estava eu com o Barbosa a contempla-lo e ele, mestre da bondade de, dizia-me que o meu pai iria comprar aquele blindado que não era um avião mas voava e até voava com fumo invisível.
Fixe. Estava eu muito fixe e o Barbosa também. Naquele tempo toda a gente sabe que o tabaco era caro e ganhar o valor de alguns volumes era negócio. Hoje há quem chinoca isso e tem lugar até, se aceitar um, recebe outro por cima. Coisas que por um pouco a culpa é da Internet. Causa de parênteses... e correctores.
Claro, claro o mario era assim, pegava numa espingarda brinquedo e dava tiros a sério, foguetados. Nunca em toda a minha vida um foguete que ainda me assusta, medava-me tanto (esta palavra não é conhecida pelo corrector do sistema). O foguete agora merda-me. E estava ele, o mario, aos tiros e como a espingarda não era tão "redbull dou-te asas) não tinha áudio. Era desprovida de som e vai o mario, mais sabedor disso do que ele próprio, enganava-se imitando com a boca o troar de canhões dizendo e soprando: pluf, pluf .pluf..porque era pequenino. E nós fugíamos em debandada. Um dia Barbosa apareceu, dizem a passar na rua como sempre e passando alguns meses, muito tempo depois de mario e maria deixarem de aparecer. A escola que morava perto deles era boa vizinha, mas de verão lá ía ela de férias e vai que ninguém, se apercebeu que o mario e a maria tinham morrido. Dizem inclusivé: estão mortos, irremediavelmente mortos. Algum intelectual fora buscar esta expressão ao fio da navalha e vai daí convenceu toda a gente. Pelo sim pelo não e também pelo cheiro, vice-versa e nauseabundo. Eles cheiravam mesmo mal, cheiravam mais mal do que cães mortos. Tinham morrido e como tal, normalmente ninguém acreditava. Então para o povo os brinquedos eram eternos, e para os gentios o mario a a maria eram dois brinquedos que, juntos não davam meio e como se isso não fosse pouco tinham morrido. Lá estava o Barbosa na história, sem saber ler e escrever e era grande e como se isso não bastasse tinha-lhe saído a sorte grande: acabara-se a concorrência e mesmo que ninguém comprasse ( e não compravam porque quem mandava era um tal de Salazar, e o homem era à justa. Depois, muito lentamente veio a novidade: Primeiro morreu um, depois morreu outro. Jaziam na tal sutra abraçados na cama. "Estás a brincar" diziam todos. Não morreu mesmo. Mas quem? Os dois? O mario primeiro, a maria ...que se passou? Então, desprovida da verdade, a bisbilhotice (outro pleonasmo) inventou mais do que história com H. Hoje num outro conto sei que um morreu primeiro que o outro. Mas quem foi primeiro? Foi certamente um e outro porque estavam lá. A mario ou o mario morreu e o mario ou a maria morreu também. Dizem, um primeiro e o outro pelo primeiro. mario não é a história de quem morre primeiro e maria primeiro não morre. O Barbosa por um pouco não morria primeiro e só porque o neto vivia com ele e morreu-lhe antes. (porque se alistou ao longe). Barbosa era o único que tinha razão porque acabara de perder os seus brinquedos mais lindos que eram reais ( o mario e a maria). Morreu. Despediu-se dos brinquedos e foi-se com ele, para saber primeiro que todos, quem morreu primeiro: se o ovo ou a galinha.
Esta história tem um atributo meio singular. É quase muitas vezes verdadeira. Ainda hoje quero essa espingarda brinquedo a disparar tiros a sério, que com elegância matam o atirador de amores. O mario e a maria morreram e viveram um para o outro. Tal conto de fadas, e o Barbosa, sem saber ler e escrever.
Um conto de José Lourenço
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/18648/
Que desça o manto negro... - 06Fev2012 10:05:48
Que desça o manto negro...
Que o manto negro
Da noite desça
E cubra o pecado
Do nosso sentimento
Para ocultar do castigo
De um Deus...
Este mesmo
Que colocou tal sentimento
Em nossas almas
Que o manto negro desça
E nos isente de sofrer tal punição
Já que a maior e a mais dolorida
E esta nossa realidade
Esta separação
Esta distância maldita...
Que nos faz tatear os dedos
No vazio da solidão de nossas camas
A procura um do outro...
Que o manto negro permaneça
Oculte as lágrimas
Até que estas sequem
E mergulhemos no sono
Para encontrarmo-nos em nossos sonhos
Kira.
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/13362/
E no brilho de um olhar... - 06Fev2012 10:05:48
A alegria cantada
Uma canção de felicidade
Por ver desabrochada mais uma flor
Obra do Criador
Que exala o perfume do amor
Sanando o coração de toda a dor
E no brilho de um olhar
Nasce a poesia
Traduzida num sorriso
Por tocar tão suavemente
Com os lábios
Tão macias e aveludadas pétalas...
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/13361/
Escrever... o quê??? - 06Fev2012 10:05:48
Papel branco, caneta na mão Nada escrevo Nada sinto Dentro de mim olho Tudo é vazio Tento escrever as linhas do meu Destino Mas…não sou DEUS Escrever o quê??? Estar viva??? Oras gaita, logo eu que desprezo a vida! Feitas as contas nunca falámos a mesma língua Comigo ela troça…e eu…rio dela Escrever o quê??? Os “Outros”…??? Oras c’um raio…cada um nas suas entrelinhas Sou um momento no tempo de cada “um” E cada “um” tem um tempo no meu momento Escrever o quê??? O “Ontem”??? Ahhhh pois claro… faz toda a diferença no Hoje Escrever cicatrizes que fiz, as marcas cravadas que tenho As pegadas empedradas que deixei e os trilhos que nunca encontrei Depois para ficar mais bonitinho, escrevo de amores desencontrados no tempo certo Acrescento audaciosamente com malícia as necessidades de corpos e fluidos que se descobriram Esta equação fica sempre poética Escrever o quê??? O “Amanhã”??? O “A…ma…nhã”…pois o “amanhã” É capaz de ficar engraçadinho escrever promessas eternas a mim mesma Em tom acusatório de quem tem dor de magoa Pelo meio fazer umas frases meio entusiastas ao pôr de sol, ponho uns passarinhos aqui…umas borboletas ali e umas florinhas pelo meio até não fica nada mal Passo de raspão pelo PERDOAR Recito uns quantos tempos do verbo AMAR Dou um lamiré para um recomeço qualquer para terminar Assim fica preenchida a folha branca É fácil e certeiro…não tem erro Escrever o quê??? Quando CAMINHO é nenhum O HORIZONTE deixou de estar E o SENTIR apenas ficou vazio Igual a um abismo em que o NADA É REI
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/13319/
SONO - 06Fev2012 10:05:48
Esta noite vou ser dona ti Esta noite vou ser galante Desta vez não me escapas Ao meu desejo não fujas Não finjas que não queres Não finjas que não entendes Na cama vais ser o que quero Meu objecto…meu prazer Deita a cabeça na almofada E sente o cheiro do lençol Olha como é bom SONO, sente o meu abraço Estou envolvida contigo A INSONIA, que fique por lá Esta noite faz amor comigo SONO…amor anda lá
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/13182/
Sem titulo - 06Fev2012 10:05:48
Nos últimos tempos evadiste o meu pensamento, e num rasgar dorido somente hoje abro meu peito ferido Somente hoje me permito chorar-te com lágrimas secas e mãos cerradas Com um sorriso faço por compreender e aceitar este lembrar que ainda me faz doer Foste aquela que no andar bamboleante rias da vida Comprido e preto o teu cabelo que o sol com beijos pintava de azul e tu vaidosa com ele abraçavas com o vento Roupas vistosas vestiam a tua silhueta, cintura fina, coxa roliça e na tua gargalhada desafiavas os homens ao ditarem piadas Um xaile escondia as tuas penas e te fazia companhia no Fado cantado com a tua voz de cotovia Foste aquela que vendeu prazer com o corpo…toda a sua vida A ti não culpo Ainda eras uma menina Largaram-te num caminho apenas com volta … não tinha saída Volta essa que assumir sempre recusaste Os fantasmas das caras familiares e os olhares conhecidos sempre te assustaram Depois… quando escolhas podias fazer … para ti era tarde Naquela conversa de mulheres e com olhos dignos me disseste que estavas contaminada do vício do dinheiro fácil. Na minha raiva aprendi a aceitar-te Naquela conversa de mulheres e com olhos verdadeiros me disseste que nunca me desejaste Na minha vergonha aprendi a respeitar – te Toda a tua história por ti eu lamento Na tua alegria estonteante sei que no fim dos clientes fecharem a porta era a solidão que te abraçava Toda a tua história por ti choro No teu Fado de paixões amargas cantavas a garra de quem quer ser amada Mãe serás sempre aquela miragem que eu vejo no espelho em cada manhã Mãe quero rir como tu, quero trazer dentro de mim essa sede de vida Mãe quero para mim a mesma vaidade e sem pudor algum mostrar a minha natureza de mulher Mas mãe não quero para mim esse xaile que tapava as tuas penas e com ele escondias o teu Fado (destino) cruel
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/12790/
Comboio da vida - 06Fev2012 10:05:48
Uhhhh ! Uhhhh!
Pouca Terra ! Pouca Terra !
Uhhhh ! Uhhhh !
Lá vai ele o comboio
O COMBOIO de uma vida
Uhhhh ! Uhhhh !
Pouca Terra ! Pouca Terra !
Uhhhh ! Uhhhh!
COMBOIO ladrão
Agarrem ele
Não espera ninguém
Bagagem alheia
Tomou para si
Apeadeiro frio
Ficou vazio
Ahhhh e lá vai
Uhhhh ! Uhhhh !
Pouca Terra ! Pouca Terra !
Uhhhh ! Uhhhh !
Gargalha bem alto
Ficamos a olhar
Malvado COMBOIO
Ladrão perverso
Ele foge
Horizonte fica agreste
O que é isto?
Uhhhh ! Uhhhh !
Lá longe num eco
Uhhhh ! Uhhhh !
Pouca Terra ! Pouca Terra !
Uhhhh ! Uhhhh !
Outro COMBOIO
Também PROMETE
Bilhete na mão
Ida ESCRITA
Volta ESCONDIDA
É uma viagem
Que está perdida
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/12769/
Ilusão - 06Fev2012 10:05:48
Apelo singelo onde me rendo,
Rio abaixo, num eco profundo,
Arrepio acendo...
Mato escuro tua boca queimava,
Uiva a tua cisma ruiva...
O teu olhar cheira vinho,
Nele se refresca a minha boca um só instante...
Numa sede funda entorpece-me aprofunda,
Enleante agreste e fecunda.
Abre-se disperso meu chão...
Cala-te, imaginação!
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/12729/
Gostar de Poesia - 06Fev2012 10:05:48
Gostar de Poesia
Gostar de poesia é bem amar!
Amar o que é belo e a natureza.
Gostar de poesia é valorar
Do céu, do mar, da Lua, a beleza.
Gostar de poesia é admirar
O brilho das estrelas que reluz
E a Lua que o reflete a brilhar,
Banhando a Terra e o Mar com sua luz.
Gostar de poesia é se inspirar
Co’as rosas, cor de rosa, entre as cores,
Co’as flores que são símbolos de amores.
Gostar de poesia é se encantar,
Co’aquilo que na vida é mais belo:
- O riso das crianças, tão singelo.
Manoel Virgílio
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/12564/
Desejo - 06Fev2012 10:05:48
Desejo
Garoa inspiração sobre os montes de tu’alma
E destes lábios lindos
Relampeiam versos fartos
Que reluzem nos poemas oriundos
O teu idílio pelo mundo...
Oh, meu poeta!
Deixa-me penetrar neste teu vasto universo
De amores tantos, pra
Aprender de ti
A amar sem sofrer e não pertencer a ninguém!
Quero ser assim, igual,
Apátrida como tu, cigano...
Nesta comarca literária...
Onde somente o amor é rei absoluto e soberano!
(Marisa Rosa)
Fonte: http://www.blogtok.com/saidas.php?link=http://poesia.blogtok.com/blog/12563/
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